O ano começou tímido para o comércio, afinal, os resíduos da crise econômica que abalou o segundo semestre de 2008 ainda deixavam marcas de insegurança, principalmente na cabeça dos consumidores que, temendo o que poderia vir pela frente, procuraram evitar ao máximo contrair novas dívidas freando, assim, o volume de negócios. Conforme lembra o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos, Diógenes Correa Leite, as informações alardeadas diariamente pela imprensa nacional tiveram grande impacto na população e projetaram um clima de pessimismo muito maior do que a realidade da crise em si. Segundo o dirigente, foi questão de meses para o setor demonstrar sinais de reação e ganhar de volta a confiança dos consumidores. "No início, logo que foi anunciada a crise, houve um momento de cautela. As pessoas estavam esperando para ver o que ia acontecer, como felizmente não aconteceu nada de grave, voltaram à vida normal", comenta o dirigente ao afirmar que a crise econômica mundial atingiu sim o Brasil, mas com proporções bem abaixo do esperado, principalmente para os lojistas. Para o presidente da ACE Ourinhos, os incentivos do governo, como a redução de impostos, a expansão do crédito via bancos públicos e o aumento real no salário mínimo foram decisivos para sustentar a confiança do consumidor e alavancar o comércio. E para surpresa de muitos especialistas, o setor não apenas retomou sua rotina natural, mas saiu fortalecido da turbulência e com novas perspectivas de negócios. Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), logo no primeiro semestre deste ano, o setor registrou um faturamento real de 0,3% maior do que no mesmo período de 2008. Além disso, mais de 90% das empresas consultadas na pesquisa demonstraram interesse em ampliar seus investimentos abrindo novas filiais ou reforçando os estoques.
Com o otimismo renovado, a expectativa das entidades que representam o comércio é de que o Natal de 2009 seja o melhor dos últimos 10 anos. Conforme informou a ACE, em Ourinhos, as vendas devem ficar entre 8% e 15% maiores em comparação a igual período do ano anterior. "Essa é uma média nacional projetada pela Fecomércio com base na atual conjuntura econômica do país. O emprego está estável, os juros baixos e há ainda grande oferta de crédito. Com toda certeza teremos um Natal extremamente produtivo", avaliou o dirigente ao destacar também a campanha promocional "Presente de Natal" como um grande incentivo às vendas. Promovida pela ACE, em parceria com os lojistas, a campanha sorteará um veículo 0 km para os consumidores que fizerem suas compras nas lojas credenciadas.
Cidade ganhou 342 empresas em 2009
A economia ourinhense atravessa um momento de pujança. Dados divulgados pelo Posto da Junta Comercial revelam que a cidade ganhou em 2009, 342 novas empresas, o que representa uma média de 28,5 aberturas por mês entre os segmentos de comércio e serviços. O mês com maior número de constituições foi maio com 41 registros.
Outro dado interessante presente no relatório e que confirma a superação da crise ainda no primeiro semestre do ano, foi a quantidade de novas empresas no período de janeiro a junho deste ano que se igualou ao mesmo período de 2008. Em ambos os anos, foram constituídas 186 firmas.
Na avaliação do presidente da ACE, "toda a economia é beneficiada com os novos empreendimentos que contribuem para a geração de emprego, melhora na qualidade de vida e produção de novas riquezas".
Para o dirigente, a vocação logística de Ourinhos, aliada à mão-de-obra qualificada coloca a cidade na rota dos investidores. "Estamos localizados em um ponto estratégico do Estado, com entroncamento rodoferroviário que dá acesso a várias regiões, além disso vamos poder contar em breve com instituições renomadas como o Senai e o Senac que vão formar mão de obra capacitada para atender a demanda dos empreendedores que chegam à cidade".