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Consumidores já pagaram mais de R$ 1,2 trilhão em impostos em 2015

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou no último dia 06 a marca de R$ 1,2 trilhão. Os valores exibidos pelo painel consideraram novos dados de arrecadação, como o Imposto de Renda Retido dos funcionários públicos estaduais e municipais, novas taxas e contribuições federais determinadas pela Lei nº 13.080/2015 (arrecadações de entidades e fundos como contribuições para o Sistema S, FNDE, Incra, DPC, Apex-Br e ABDI).

O vice presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos e diretor titular regional da Fiesp, Robson Martuchi, avalia que o momento é extrema cautela em razão da crise vivenciada na economia brasileira que vem ocasionando queda na produção e demissões em massa em vários setores da indústria e do comércio. “A medida tomada pelo governo no início do ano de aumentar os impostos foi um grande absurdo, pois novamente recorreu ao reajuste da carga tributária para socorrer suas finanças ao invés de controlar os seus próprios gastos. Isso vem acarretando um efeito ‘bola de neve’, onde a produção diminui, os trabalhadores ficam sem emprego e as lojas não vendem porque o consumidor não tem poder de compra. Já estamos sufocados por tantos impostos e não podemos aceitar que ano a ano tenhamos novas elevações de taxas, falências e demissões em massa como estamos presenciando”, concluiu.

Concordando com Martuchi, o presidente da ACSP, Alencar Burti, disse que é preciso reduzir e simplificar a política tributária brasileira. "O que está sendo arrecadado é muito dinheiro. E causa preocupação que existam setores que querem aumentar ainda mais os gastos. Tudo isso agrava a pressão sobre a inflação", afirmou, em nota.


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