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JUROS ALTOS Fiesp organiza invasão de sapos na Paulista.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançou uma campanha sobre um dos mais graves problemas econômicos do Brasil na atualidade: os altos juros cobrados pelos bancos. Como parte da campanha, a Fiesp coordenou uma “invasão de sapos” na avenida Paulista, em São Paulo, dia 13 de março, com o slogan: “Diga não aos juros mais altos do mundo”, e com a hashtag  #ChegadeEngolirSapo. Através desse ato, a Fiesp busca  possibilitar um amplo debate sobre os entraves à verdadeira queda de juros no País, tanto para consumidores quanto para empresas.

A título de exemplificação, a Fiesp divulgou uma informação simples para demonstrar as altas taxas cobradas. “Um brasileiro que aplicou R$ 100,00 na caderneta de poupança há dez anos tem hoje R$ 198,03 em sua conta. No mesmo período, ao ficar negativo em R$ 100,00 no cheque especial, acumulou uma dívida de R$ 4.394.136,97”, relatou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Segundo o diretor da ACE Ourinhos e diretor titular regional da Fiesp,  Robson Martuchi, o principal problema dos altos juros é a concentração bancária. “Nós da Fiesp não somos contra o lucro dos bancos, mas as altas taxas cobradas estagnam o consumo e investimentos”,  ressaltou.

Nos últimos dois anos, a taxa básica anual de juros (Selic) despencou de 14,25% para 6,75%. Descontada a inflação esperada para os 12 meses seguintes, a taxa real caiu de 6,79% para 2,89% no mesmo período, segundo levantamento da Infinity Asset Management. A redução fez com que o Brasil saísse da liderança mundial dos juros reais básicos e ocupasse a quinta colocação. Mas, segundo a Fiesp, os juros cobrados do consumidor e das empresas continuam sendo os maiores do mundo. No ranking elaborado pelo Banco Mundial, o Brasil não apenas tem a maior taxa de empréstimo do planeta como ela é mais do que o dobro da cobrada na Argentina, a segunda colocada. “Liderança vergonhosa”, afirma Robson.



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