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Mais oferta de crédito: lei do Cadastro Positivo entra em vigor

Foi sancionada no início desta semana pelo presidente Jair Bolsonaro, a nova lei do Cadastro Positivo. A partir deste ano, consumidores (pessoas físicas e pessoas jurídicas) serão inclusas automaticamente no banco de dados com informações de pagamento, neste novo modelo. A expectativa é que o Cadastro Positivo inclua aproximadamente 120 milhões de consumidores, dos quais cerca de 22 milhões são pessoas que atualmente não têm acesso ao crédito.

Para o presidente da Associação Comercial de Ourinhos, Diógenes Correa Leite, a nova lei é muito positiva para o consumidor. “Uma pessoa com bons históricos de pagamento, não será tão prejudicada por um atraso pontual. Muitos que hoje são negativados pelo sistema de Cadastro Negativo, voltarão a ter crédito na praça, aquecendo a economia”.

Para o presidente da Boa Vista, parceira da ACE Ourinhos - Dirceu Gardel, este é um momento histórico para o país que, após décadas aguardando a efetividade do Cadastro Positivo, passará a experimentar essa nova realidade. Na opinião do executivo, o Brasil entra para o grupo de países que analisam o comportamento creditício do consumidor não só por meio das informações negativas – de inadimplência, especialmente –, mas também as informações de pagamento. O que tende a tornar muito mais justo e inclusivo o processo de análise e de concessão de crédito no país.

Com a sanção presidencial, as fontes – empresas credoras como instituições financeiras, varejistas e que prestam serviços continuados de consumo (telefonia, energia, gás etc) –, após o prazo de 90 dias serão obrigadas a enviar as informações às gestoras de dados, como a Boa Vista. Feito isso, em até 30 dias os consumidores serão comunicados sobre a inclusão no Cadastro Positivo.

Para Gardel, estima-se que para o início de 2020 será possível começar a colher resultados desse processo de coleta de informações, como a ampliação do crédito e a diminuição da inadimplência. Isso porque começarão a ser apresentadas operações mais customizadas ao comportamento de cada consumidor.

"A concessão tenderá a ser mais precisa, já que as gestoras de bancos de dados vão poder mostrar com mais detalhes às concedentes de crédito qual é a real capacidade de pagamento do consumidor. Os scores, da Boa Vista, por exemplo, vão conseguir discriminar os bons pagadores, gerando impactos significativos nos resultados das concedentes. Se melhorarmos esse tipo de avaliação, certamente a inadimplência vai cair, e em um segundo momento a taxa de juros", explica o CEO da Boa Vista.

O Cadastro Positivo impactará especialmente empresas que utilizarem as suas informações para aperfeiçoar o modo como analisam os perfis dos seus clientes e como concedem crédito. Essa precisão contribuirá para que as propostas de financiamento tenham condições de pagamento e taxas mais adequadas, potencializando novos negócios, inclusive, o Retorno sobre Investimento – ROI. Consecutivamente, o reflexo disso tudo será perceptível na economia.   


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